Clio é a musa da história e da criatividade, aquela que divulga e celebra as realizações. É madrinha das relações políticas tanto entre homens quanto entre nações traz na mão direita uma trombeta e, na esquerda, um livro. Já o 21 refere-se ao nosso século, como um referencial temporal.

sábado, 21 de março de 2020

ALÉM DO COVID-19 - Um recorte Histórico



Uma breve história de superação!
     
A princípio, é importante deixar claro que, vírus, bactérias e fungos (os maiores causadores de doenças entre os seres humanos) não precisaram ser criados em laboratório, para ser tornarem altamente letais à espécie humana.

A maioria das doenças do mundo contemporâneo já existiam desde os primórdios dos tempos, porém a velocidade de contágio e os ambientes propícios de contaminação e propagação têm sido ampliados desde a descoberta da agricultura e pecuária no Neolítico, saindo de uma P.A. para uma P.G., progressivamente aos avanços das aglomerações humanas.

Podemos observar que, quanto mais isoladas eram as comunidades, menor eram as possibilidades doenças se alastrarem. Constata-se assim que, quando uma doença infectava um grupo de indivíduos, sendo letal para parte dessa comunidade ou extinguindo-a completamente, dificilmente infectava-se outros povoados.

 
Crânio humano asiático da Idade do Bronze (entre 3.300 a.C. e 700 a.C.) da cultura Yamnaya, que apresentava a bactéria 'Y. pestis', causadora da peste negra Rasmussen et al./Cell 2015/Divulgação – in: https://veja.abril.com.br/ciencia/peste-ataca-humanos-desde-a-pre-historia-diz-estudo/

Na medida em que povoados alçaram a complexidade de cidades, a estocagem de grãos e cereais atraíram roedores, já com o desenvolvimento da pecuária, os rebanhos de suínos, bovinos e ovinos aproximaram humanos de outros animais, tornando possível que as doenças de outros animais se adaptassem e contaminassem grupos humanos.
Durante a Antiguidade Egito, Mesopotâmia, Hebreus, China (…) desenvolveram sistemas de saúde para conter a pior ameaça de seus impérios teocráticos, ou seja, as doenças que infestavam vilas inteiras.
O Papiro Ebers é um dos tratados médicos mais antigos e importantes que se conhece. Foi escrito no Antigo Egito e é datado de aproximadamente 1550 a.C.
        A vida em sociedade é uma marca de nossa sobrevivência no planeta, não podemos anular a necessidade que temos de “viver em rebanho” por isso as doenças que infectavam grupos inteiros tornaram-se problemas racionais para Greco-romanos (antiguidade Clássica), assim a sistematização dos estudos medicinais transcendeu a fé e deu um salto qualitativo nas polis.
Veja o que já se investigava na Grécia:

“foi em Hipócrates (460 a.C) que os conceitos de saúde e doença na Grécia tomaram um teor científico. Considerado o pai da Medicina, substituiu a mitologia, baseada na cura pelo poder dos deuses pela observação clínica de seus pacientes. Foi idealizador de um modelo ético e humanista da prática médica. Criou métodos de diagnóstico, baseados na inquirição e no raciocínio. As obras éticas e o juramento do médico, usados até hoje, fazem parte do chamado Corpo Hipocrático (Corpus Hippocraticum). Dentre suas obras mais famosas, destacam-se: Sobre as Epidemias (descreve doenças como pneumonia, tuberculose e malária); Sobre Ares, Águas e Lugares (tratado sobre saúde pública e geografia médica); Sobre a Dieta (alerta para a importância de uma dieta equilibrada e saudável) e Aforismos
Miranda, Jair Junio. SAÚDE E DOENÇA NA ANTIGUIDADE: A INFLUÊNCIA DO CONCEITO GRECO-ROMANO SOBRE O JUDAÍSMO BÍBLICO E O NOVO TESTAMENTO

Já na Idade Média, os eventos históricos nos levam a conhecer a Peste Negra, que sem dúvida é a mais conhecida Pandemia a História.

A peste negra teve relação direta com os eventos mercantis da época, afinal o crescimento do fluxo de mercadorias e pessoas da Europa para a Ásia acabou por disseminar uma doença endêmica do extremo Oriente.
Matando 1/3 da população europeia, essa doença também se tornou famosa no imaginário das Américas, local da expansão europeia.
Já nos séculos XVIII e XIX (entre os anos 1701 a 1900), a tuberculose foi responsável pela morte de aproximadamente 1 bilhão de seres humanos. Antes da descoberta do bacilo de Koch, a taxa anual média de mortalidade era de 7 milhões de pessoas. No Brasil e no mundo, outras doenças também se destacaram como as doenças letais:
CÓLERA
Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824
·         História – Conhecida desde a Antiguidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos
·         Contaminação – Por meio de água ou alimentos contaminados
·         Sintomas – A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarréia intensa
·         Tratamento – À base de antibióticos. A vacina disponível é de baixa eficácia (50% de imunização)

VARÍOLA - 300 milhões de mortos – 1896 a 1980
·         História – A doença atormentou a humanidade por mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina foi descoberta em 1796
·         Contaminação – O Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias
·         Sintomas – Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo
·         Tratamento – Erradicada do planeta desde 1980, após campanha de vacinação em massa

Percebe-se que, durante o século XIX, já temos um mudo revolucionado pela indústria e pelos princípios liberais da Revolução Francesa, daí o dinamismo econômico também se refletiu no dinamismo epidemiológicos. Além do fluxo de mercadorias e pessoas de maneira global, as péssimas condições de vida das classes trabalhadoras são indicadores aterrorizantes de uma mortandade até então nunca vista.
Os mundos econômicos ficaram cada vez mais distantes e os pobres tornaram-se a maior vítima das doenças de massas. Contudo os trabalhadores eram fundamentais para a economia, logo os governos e setores privados necessitavam superar tais problemas, concomitante aos avanços na biomedicina inaugurando assim a era das vacinas, porém, mesmo com o avanço das tecnologias, no início do século XX, não se conseguiu impedir a pandemia mais letal da história contemporânea: A Gripe Espanhola
A gripe espanhola – como ficou conhecida devido ao grande número de mortos na Espanha – apareceu em duas ondas diferentes durante 1918, uma em fevereiro, bastante contagiosa, porém causando apenas três dias de febre e mal-estar. Já na segunda, em agosto, tornou-se mortal. Enquanto a primeira onda de gripe atingiu especialmente os Estados Unidos e a Europa, a segunda devastou o mundo inteiro: também caíram doentes as populações da Índia, Sudeste Asiático, Japão, China e Américas Central e do Sul.
No Brasil, estima-se que entre outubro e dezembro de 1918, período oficialmente reconhecido como pandêmico, 65% da população adoeceu. Só no Rio de Janeiro, foram registradas aproximadamente 14.348 mortes.  Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram.
Os números de mortos em todo o mundo durante a pandemia de gripe em 1918-1919 variam entre 20 e 40 milhões. Para se ter uma ideia nem a Primeira Guerra Mundial matou tanto, pois cerca de 9 milhões e 200 mil pessoas morreram nos campos de batalha da Primeira Grande Guerra (1914-1918).
Chegando em nossos dias, os surtos consecutivos de H1N1, assolando o mundo desde a década de 1990 seguindo aos anos 2000... Os mais recentes foram: Gripe aviária (auge em 2003) e a Gripe suína (auge em 2009). O influenza espanta pela velocidade de contágio, no caso da Gripe Espanhola, por exemplo, para cada 1000 infectados 25 foram a óbito. Outras doenças são mais letais, como a raiva que mata 90% dos infectados porém a forma de contaminação depende da mordida de um animal doente e isso faz da transmissão algo muito lento, já no caso da H1N1, a letalidade é baixa, mas por contaminar milhões de pessoas rapidamente, a percentagem de letalidade sobe e em números consegue superar as demais doenças.
No final do ano de 2019 uma nova ameaça teve início. Originada na China, na cidade de Huam, proveniente de um mercado de animais silvestres, o surto espalhou-se pela cidade, logo tomou toda a China. Essa nova ameaça é uma variante da Gripe, porém causada por um vírus diferente do Influenza, esse é o Coronavírus – Covid-19 - (uma grande família viral que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais), que já havia infectado e posto em alerta diversas partes do mundo, em especial os grandes blocos econômicos.
Algumas variações do vírus Covid-19 causaram síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando aproximadamente 800 mortes.
Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS. Esse novo vírus, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia, por isso, devido à localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).
Já no inicio de 2020 o novo Coronavírus (Covid19), tomou dimensões de Pandemia. Espalhando pela Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul. O contágio tem sido rápido e os óbitos na Itália chegou ao assustador número de 3.405 em menos de 04 meses. Uma força tarefa dos maiores laboratórios do mundo vem trabalhando para descobrir uma vacina, enquanto medidas sensatas de quarentena buscam isolar ao máximo as pessoas para dificultar o contágio. Em todos continentes a economia liberal está reajustando-se com quedas de bolsa de valores, queda de juros, trabalhadores em casa, escolas fechadas, comércio paralisado, cidades isoladas, e etc. 
Nessa atmosfera de guerra ou mundo apocalítico, a conscientização, a solidariedade, a necessidade de um Estado voltado para o bem-estar da sociedade e novos arranjos de trabalhos on-line (o mundo virtual como nova alternativa) desnudam antigos e novos parâmetros. A mortandade parece ser crescente, e nesses tempos de incertezas a esperança no próprio ser humano é o que pode nos resgatar e mostrar caminhos melhores a serem seguidos.
A História continua...

 Autor: Claudney S. dos Santos

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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Independendência das 13 Coloni

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sábado, 23 de março de 2013

Banco de Questões Grécia Antiga


01 ) (UFPI) Leia a frase a seguir.
"É bom deixar claro que o regime democrático ateniense tinha os seus limites".
(Pedro Paulo Funari. "Grécia e Roma". São Paulo: Contexto, 2001, p. 36)

·         Assinale a alternativa que apresenta um grupo que tinha direitos políticos durante a democracia ateniense na Grécia Antiga.
a) Crianças.
b) Escravos.
c) Mulheres.
d) Estrangeiros.
e) Camponeses.

02) (UNIFESP) "Ao povo dei tantos privilégios quanto lhe bastam, à sua honra nada tirei nem acrescentei; mas os que tinham poder e eram admirados pelas riquezas, também neles pensei, que nada tivessem de infamante... entre uma e outra facção, a nenhuma permiti vencer injustamente."
(Sólon, século VI a.C.)

·         No governo de Atenas, o autor procurou:
a) restringir a participação política de ricos e pobres, para impedir que suas demandas pusessem em perigo a realeza.
b) impedir que o equilíbrio político existente, que beneficiava a aristocracia, fosse alterado no sentido da democracia.
c) permitir a participação dos cidadãos pobres na política, para derrubar o monopólio dos grandes proprietários de terras.
d) abolir a escravidão dos cidadãos que se endividavam, ao mesmo tempo em que mantinha sua exclusão da vida política.
e) disfarçar seu poder tirânico com concessões e encenações que davam aos cidadãos a ilusão de que participavam da política.

03) (PUC-SP) "No caso da Grécia, a evolução intelectual que vai de Hesíodo [séc. VIII a.C.] a Aristóteles [séc. IV a.C.] pareceu-nos seguir, no essencial, duas orientações: em primeiro lugar, estabelece-se uma distinção clara entre o mundo da natureza, o mundo humano, o mundo das forças sagradas, sempre mais ou menos mesclados ou aproximados pela imaginação mítica, que às vezes confunde esses diversos domínios (...)".
(Jean-Pierre Vernant. "Mito e pensamento entre os gregos". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990, p. 17)

·         A partir da citação anterior e de seus conhecimentos, pode-se afirmar que, no período indicado, os gregos:
a) separavam completamente a razão do mito, diferenciando a experiência humana de suas crenças irracionais.
b) acreditavam em seus mitos, relacionando-os com acontecimentos reais e usando-os para entender o mundo humano.
c) definiram o caráter irracional do ser humano, garantindo plena liberdade de culto e crença religiosa.
d) privilegiavam o mundo sagrado em relação ao humano e ao natural, recusando-se a misturar um ao outro.
e) defendiam a natureza como um reino intocável, tomando o homem como um risco para o bem-estar do mundo.

04) (UFRS) Na Antiguidade clássica, a Grécia não existia enquanto entidade política. Antes, configurava uma comunidade linguística (onde se falava o grego, com variantes e dialetos) que compartilhava santuários e crenças, costumes e hábitos, formando uma civilização. Em termos geográficos, porém, era dividida em um grande número de cidades, de tamanho e importância variados, independentes umas das outras e frequentemente rivais. A propósito das características dessas cidades, considere as seguintes afirmações.
I - Cada cidade, por constituir um verdadeiro pequeno Estado, possuía um regime político que lhe era próprio e instituições que variavam consideravelmente de uma localidade para outra.
II - Atenas foi, sobretudo na época clássica, a mais destacada das cidades. Seu modelo democrático baseava-se no princípio de isonomia, isto é, de igualdade de direitos extensiva ao conjunto de seus cidadãos.
III - Em nome da excelência militar e da ação bélica contínua, o regime monárquico espartano concedia a todos os seus habitantes o estatuto de cidadão, pelo qual os grupos sociais exerciam em igualdade de condições os direitos e deveres nos assuntos da cidade.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

05) (UFPE) A sociedade grega criou seus mitos e deuses, mas também elaborou um pensamento filosófico que expressava sua preocupação com a verdade e a ética. Além de Aristóteles, Platão e Sócrates, muitos pensadores merecem ser citados e discutidos, como os sofistas, que:
a) defenderam a liberdade de expressão, embora estivessem ligados à aristocracia ateniense, contrária à ampliação da cidadania.
b) construíram reflexões sobre o comportamento humano que serviram de base para Aristóteles pensar a sua metafísica.
c) criticaram a existência de verdades absolutas, afirmando ser o homem a medida de todas as coisas.
d) ajudaram a consolidar o pensamento conservador grego, reafirmando a importância da mitologia.
e) formularam princípios éticos, revolucionários para a época e de grande significado para o pensamento de Platão.

06) (FUVEST) "Num processo em que era acusado e a multidão ateniense atuava como juiz, Demóstenes [orador político, 384-322 a.C.] jogou na cara do adversário [também um orador político] as seguintes críticas: 'Sou melhor que Ésquines e mais bem nascido; não gostaria de dar a impressão de insultar a pobreza, mas devo dizer que meu quinhão foi, quando criança, frequentar boas escolas e ter bastante fortuna para que a necessidade não me obrigasse a trabalhos vergonhosos. Tu, Ésquines, foi teu destino, quando criança, varrer como um escravo a sala de aula onde teu pai lecionava'. Demóstenes ganhou triunfalmente o processo."
Paul Veyne, "História da Vida Privada", I, 1992.

·         A fala de Demóstenes expressa a:
a) transformação política que fez Atenas retornar ao regime aristocrático depois de derrotar Esparta na Guerra do Peloponeso.
b) continuidade dos mesmos valores sociais igualitários que marcaram Atenas a partir do momento em que se tornou uma democracia.
c) valorização da independência econômica e do ócio, imperante não só em Atenas, mas em todo o mundo grego antigo.
d) decadência moral de Atenas, depois que o poder político na cidade passou a ser exercido pelo partido conservador.
e) crítica ao princípio da igualdade entre os cidadãos, mesmo quando a democracia era a forma de governo dominante em Atenas.

07) (UFSM)
A foto integra a mais recente versão cinematográfica da lenda da Guerra de Tróia, que, se de fato aconteceu, deu-se no século XIII a.C. Essa forma de representar a luta entre gregos e troianos mostra seus guerreiros cobertos por elmos, couraças, escudos e armados com lanças e espadas.
A partir da análise da figura, é possível afirmar:
a) A guerra tinha um lugar secundário na sociedade grega, tendo em vista a ênfase nas artes, na literatura e na filosofia.
b) Os relatos heróicos geralmente ocultam o trabalho dos artesãos, dos ferreiros e dos construtores de navios.
c) O desenvolvimento da política sempre desconsiderou a guerra como instrumento de dominação.
d) A pólis grega, na sua composição política, privilegia lavradores e artesãos em detrimento dos guerreiros.
e) A aristocracia grega menospreza a guerra e investia em outras formas de exercício do poder.

08) (PUC-RS)INSTRUÇÃO: Para responder à questão, relacione os períodos históricos da civilização grega (coluna A) a suas respectivas características essenciais (coluna B).
Coluna A
1. Período Homérico
2. Período Arcaico
3. Período Clássico
4. Período Helenístico
Coluna B
( ) Consolidação das estruturas fundamentais da "polis", a mais célebre das instituições gregas. O período é marcado pela expansão territorial e pela intensificação do comércio entre as cidades.
( ) Dissolução da comunidade gentilícia conhecida como "génos", com a formação das cidades-estado. Grande parte do conhecimento sobre o período deve-se às informações fornecidas pelos poemas Ilíada e Odisséia.
( ) Difusão da cultura grega no Oriente, a partir das campanhas militares de Alexandre Magno, levando à fusão do racionalismo grego com o misticismo oriental. Ocorreu, no período, a progressiva ruptura na identificação do cidadão com sua "polis" de origem.
( ) Formação da Confederação de Delos, que consolidava a hegemonia comercial e política de Atenas. Verificou-se, neste período, o máximo desenvolvimento da filosofia, da poesia, das ciências e das artes.
A numeração correta na coluna B, de cima para baixo, é:
a) 2 - 1 - 4 - 3
b) 1 - 2 - 3 - 4
c) 3 - 2 - 4 - 1
d) 4 - 3 - 1 - 2
e) 3 - 4 - 2 – 1

09) (FGV) "Ninguém cuidava de atingir um objetivo honesto, pois não se sabia se se ia viver o suficiente para realizá-lo. Ninguém era retido nem pelo temor dos deuses nem pelas leis humanas; não se cuidava mais da piedade do que da impiedade desde que se via todos morrerem indistintamente."
(Tucídides. In WOLFF, Francis. "Sócrates". São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 31.)

·         Sobre a crise provocada pela Guerra do Peloponeso é correto afirmar:
a) O final da guerra resultou em um período de florescimento cultural e político, denominado "Século de Péricles".
b) Após o tratado de paz assinado por atenienses e espartanos em 421 a.C., a guerra recomeçou com a traição de Péricles.
c) A primeira potência hegemônica da guerra foi Esparta, sucedeu-lhe Tebas e, por fim, Atenas.
d) A guerra que durou quase trinta anos e provocou uma terrível peste em Atenas, da qual foi vítima o próprio Péricles, criou as condições para a intervenção de Filipe da Macedônia.
e) A guerra foi um conflito entre os persas e os gregos e teve início com a invasão persa da cidade grega de Mileto em 430 a.C.

10) (PUC-PR) Algumas civilizações da Idade Antiga, embora brilhantes, não formaram estados unificados, ou seja, sempre foram politicamente fragmentadas, mostrando o predomínio periódico de algumas cidades. São exemplos desse enunciado as civilizações:
a) persa e egípcia.
b) romana e hebraica.
c) sumeriana e romana.
d) acadiana e persa.
e) grega e fenícia.

11) (PUC-PR) Observe o verso:
-"Mas a ti caberá
a ti - com teus cabelos
cacheados e teu ar adamado de efebo -
a glória de ferir o mortal
calcanhar de Aquiles."
(Haroldo de Campos)
·         Podemos associar corretamente o verso acima com:
a) Temístocles e as Guerras Médicas.
b) Aníbal e as Guerras Púnicas.
c) Sólon e a Guerra do Peloponeso.
d) Filipe e as Guerras Macedônicas.
e) Páris e a Guerra de Tróia.

12) (FUVEST) "Usamos a riqueza mais como uma oportunidade para agir que como um motivo de vanglória; entre nós não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha é não fazer o possível para evitá-la... olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil... decidimos as questões públicas por nós mesmos, ou pelo menos nos esforçamos por compreendê-las claramente, na crença de que não é o debate que é o empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação".

  • ·      Esta passagem de um discurso de Péricles, reproduzido por Tucídides, expressa:

a) os valores ético-políticos que caracterizam a democracia ateniense no período clássico.
b) os valores ético-militares que caracterizaram a vida política espartana em toda a sua história.
c) a admiração pela frugalidade e pela pobreza que caracterizou Atenas durante a fase democrática.
d) o desprezo que a aristocracia espartana devotou ao luxo e à riqueza ao longo de toda a sua história.
e) os valores ético-políticos de todas as cidades gregas, independentemente de sua forma de governo.

13) (FUVEST) Com o advento da democracia na pólis grega durante o período clássico, foram:
a) abandonados completamente os ideais de autarquia da pólis, de glorificação da guerra e a visão aristocrática da sociedade e da política, que haviam caracterizado os períodos anteriores.
b) introduzidos novos ideais baseados na economia de mercado, na condenação da guerra e na valorização da democracia, mais condizentes com a igualdade vigente.
c) preservados os antigos ideais de autarquia, da guerra, da propriedade da terra, do ócio, como valores positivos.
d) recuperadas antigas práticas do período homérico - abandonadas no período arcaico - como a escravidão em grande escala e o imperialismo econômico.
e) adaptados aos antigos ideais aristocráticos e de autarquia (do período homérico e arcaico) os novos ideais de economia de mercado do período clássico.

14) (VUNESP) A civilização grega atingiu extraordinário desenvolvimento. Os ideais gregos de liberdade e a crença na capacidade criadora do homem têm permanente significado. Acerca do imenso e diversificado legado cultural grego, é correto afirmar que:
a) a importância dos jogos olímpicos limitava-se aos esportes.
b) a democracia espartana era representativa.
c) a escultura helênica, embora desligada da religião, valorizava o corpo humano.
d) os atenienses valorizavam o ócio e desprezavam os negócios.
e) poemas, com narrações sobre aventuras épicas, são importantes para a compreensão do período homérico.

15) (UFES) A sociedade ateniense dos séculos V e IV a.C. e a sociedade romana do século II a.C. ao século II d.C. caracterizaram-se, do ponto de vista socioeconômico, pela utilização maciça e generalizada da mão de obra escrava. Um aspecto que APROXIMAVA o escravismo ateniense do escravismo romano era:
a) a concessão aos escravos de personalidade jurídica, o que lhes garantia, mesmo privados de liberdade, a capacidade legal de herdar, testar, iniciar processo criminal, testemunhar em juízo e contrair matrimônio com pessoa livre.
b) a crescente especialização dos ofícios entre os escravos e os trabalhadores livres, reservando-se aos primeiros as atividades relacionadas à agricultura, à mineração e ao pastoreio, enquanto que os últimos se incumbiam do comércio e do artesanato urbanos.
c) a extrema concentração territorial de escravos possuindo a mesma origem étnica, o que possibilitou o desenvolvimento de uma consciência de classe, expressa nas revoltas em prol do fim da escravidão, dentre as quais se destaca a liderada por Espartaco, em 73 a.C.
d) o aviltamento do trabalho escravo, com a conversão de seres humanos em meios inertes de produção, privados de todo direito social, assimilados a bestas de carga e reduzidos a objetos padronizados de compra e venda nos mercados urbanos.
e) o estímulo à concorrência entre trabalho livre e trabalho escravo, o que resultou nos violentos protestos sustentados por cidadãos e estrangeiros com o intuito de defender os interesses dos assalariados urbanos e rurais, ameaçados de desemprego.

16) (FATEC) "A cidade-estado era um objeto mais digno de devoção do que os deuses do Olimpo, feitos à imagem de bárbaros humanos. A personalidade humana, quando emancipada, sofre se não encontra um objeto mais ou menos digno de sua devoção, fora de si mesma."
(Toynbee, Arnold J. HELENISMO, HISTÓRIA DE UMA CIVILIZAÇÃO)

·         Na antiguidade clássica, as cidades-estados representavam:
a) uma forma de garantir territorialmente a participação ampla da população na vida política grega.
b) um recurso de expansão das colônias gregas.
c) uma forma de assegurar a independência política das cidades gregas entre si.
d) uma característica da civilização helenística no sistema político grego.
e) uma instituição política helenística no sistema político grego.

17) (FEI) Na Grécia antiga, a cada quatro anos declarava-se uma trégua nas guerras, a fim de que a população pudesse participar dos jogos de Olímpia, competição que originou os modernos Jogos Olímpicos, e que eram realizados em honra de:
a) Palas Atena;
b) Zeus;
c) Deuses de cada cidade;
d) Dionísio e Afrodite;
e) Héstia.

18 )(FGV) A Guerra do Peloponeso (431 a.C.- 404 a.C.), que teve importância fundamental na evolução histórica da Grécia antiga, resultou, entre outros fatores, de
a) um confronto econômico entre as cidades que formavam a Confederação de Delos.
b) um esforço da Pérsia para acabar com a influência grega na Ásia Menor.
c) um conflito entre duas ideologias: Esparta, oligárquica, e Atenas, democrática.
d) uma manobra de Esparta para aumentar a sua hegemonia marítima no mar Egeu.
e) uma tentativa de Atenas para fracionar a Grécia em diversas cidades-estado.

19) (UFPE) As artes foram um ponto de destaque na Grécia, sobretudo a Arquitetura, em Atenas, em que se destacaram estilos arquitetônicos gregos, representados pelas figuras a seguir:

·         Em qual das alternativas estão indicados os três estilos?
a) O dório, o jônio e o coríntio.
b) O sofista, o platônico e o socrático.
c) O alexandrino, o maneirista e o barroco.
d) O dório, o gótico e o alexandrino.
e) O helênico, o romântico e o helenístico.

20) (UDESC) São fontes indispensáveis para o conhecimento dos primeiros tempos daquilo que viria a se constituir na civilização grega os poemas "Ilíada" e "Odisséia", atribuídos a Homero. Seus versos tratam, sobretudo, de episódios e consequências relacionadas com a seguinte alternativa:
a) o domínio do fogo ofertado aos homens por Prometeu;
b) a longa guerra contra a cidade de Tróia;
c) a implantação da democracia em Atenas;
d) os combates e batalhas da Guerra do Peloponeso;
e) a conquista da Grécia pelas tropas romanas. 
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Banco de Questões - Antiguidade Oriental


POVOS DA ANTIGUIDADE ORIENTAL (HEBREUS/FENÍCIOS/MESOPOTÂMIOS/EGÍPCIOS/PERSAS)

01)(VUNESP) Os Estados Teocráticos da Mesopotâmia e do Egito evoluíram acumulando características comuns e peculiaridades culturais. Os Egípcios desenvolveram a prática de embalsamar o corpo humano porque:
a) se opunham ao politeísmo dominante na época.
b) os seus deuses, sempre prontos para castigar os pecadores, desencadearam o dilúvio.
c) depois da morte a alma podia voltar ao corpo mumificado.
d) construíram túmulos, em forma de pirâmides truncadas, erigidos para a eternidade.
e) os camponeses constituíam categoria social inferior.

02)(VUNESP) Os clamores da revolta e da destruição de Nínive, registrados na Bíblia, devem-se:
a) ao pacifismo do povo assírio.
b) às soluções arquitetônicas dos sumérios.
c) ao modo de produção asiático dos caldeus.
d) aos atos despóticos e militaristas dos assírios.
e) à religião politeísta dos mesopotâmicos.

03)(UFPE) Entre os povos do oriente médio, os hebreus foram os que mais influenciaram a cultura da civilização ocidental, uma vez que o cristianismo é considerado como uma continuação das tradições religiosas hebraicas.
A partir do texto anterior, assinale a alternativa incorreta:
a) Originários da Arábia, os hebreus constituíram dois reinos: o de Judá e o de Israel na Palestina.
b) As guerras geraram a unidade política dos hebreus. Esta unidade se firmou primeiro em torno de juízes e, depois em volta dos reis.
c) Os profetas surgiram na Palestina por volta dos séculos VIII e VII aC., quando ocorreu uma onda de protestos dos trabalhadores contra os comerciantes.
d) A religião hebraica passou por diversas fases, evoluindo do politeísmo ao monoteísmo difundido pelos profetas.
e) Os hebreus se organizaram social e economicamente com base na propriedade da terra, o que deu início à Diáspora.

04)(UFPE) Esta questão versa sobre a ESCRITA:
( ) Na sua fase inicial, 3.500 a.C., era um desenho estilizado de um objeto, hoje denominado de pictograma.
( ) O ser humano, para exprimir graficamente suas ações, criou símbolos representativos a que chamamos de ideogramas, cuja invenção data mais ou menos de 3.200 a.C.
( ) As sociedades ágrafas encontravam-se na fase da História Antiga; o conceito de civilização não está relacionado com as sociedades que apresentam um sistema de escrita.
( ) Antes da invenção da escrita, a humanidade já conhecia o conceito de propriedade privada, de Estado e de classes sociais.
( ) Uma das primitivas formas de representação gráfica - a escrita cuneiforme - surgiu entre os sumérios, povos que habitavam a Mesopotâmia.

05)(VUNESP) É certo que as civilizações da Antiguidade legaram à posteridade um respeitável acervo cultural. No entanto, para superar equívoco, assinale a alternativa INCORRETA:
a) A pintura egípcia revela belos exemplos de descrição de movimento, sendo a figura humana representada com a cabeça e os pés de perfil.
b) Entre as Civilizações Mesopotâmicas que se desenvolveram no vale dos rios Tigre e Eufrates, predominou, durante certo tempo, a forma asiática de produção.
c) No período denominado Homérico, houve a dissolução das comunidades gentílicas e a formação gradativa das Cidades-Estado da Grécia.
d) A escrita egípcia era em caracteres cuneiformes.
e) O Direito Romano, sujeito a novas interpretações, tornou-se parte importante do Código de Justiniano, influenciou juristas da Idade Média e até das fases históricas subseqüentes.

06)(FUVEST) Na Antigüidade, a Europa mediterrânea e o Oriente Próximo viram o surgimento e o esfacelamento de diversos impérios. Sobre eles pode-se afirmar que
a) a unidade política acabou depois de algum tempo por se fazer acompanhar de uma unidade religiosa.
b) a diversidade racial e cultural enfraquecia-os, apesar da existência de mecanismos que pretendiam estabelecer uma real unidade.
c) os centros políticos coincidiam sempre com os centros econômicos.
d) com exceção do Império Romano, todos nasceram de confederações de cidades-Estado em constante luta interna.
e) seus centros dinâmicos localizavam-se nas zonas litorâneas, por terem economias essencialmente mercantis.

07)(UEL) " ... essencialmente mercadores, exportavam pescado, vinhos, ouro e prata, armas, praticavam a pirataria, e desenvolviam um intenso comércio de escravos no Mediterrâneo..."
O texto refere-se a características que identificam, na Antiguidade Oriental, os
a) fenícios.
b) hebreus.
c) caldeus.
d) egípcios.
e) persas.

08)(PUC-SP) O cristianismo, na sua origem, está repleto de heranças (em geral modificadas) da religião judaica; mas há, também, elementos que não são partilhados por essas duas concepções religiosas. Dentre eles, podemos destacar
a) a referência ao Antigo Testamento como escritura sagrada.
b) o conceito de culpa como elemento estruturante da moral religiosa.
c) a fé em um deus único.
d) o alcance universal do ideal de salvação.
e) a adoção de uma moral sexual que valoriza a monogamia.

09) Surgido na Antiga Mesopotâmia, é considerado o mais antigo código de leis escritas da humanidade:
a) Lei das Doze Tábuas.
b) Leis Draconianas.
c) Dez Mandamentos.
d) Código de Hamurabi.
e) Lei Tessalônica.

10) Politicamente, o Egito Antigo era caracterizado como:
a) Império Teocrático.
b) Monarquia Constitucional.
c) República Teocrática.
d) Império Escravista.
e) Cidades-Estado.

11) Desejando reduzir a influência dos sacerdotes sobre a população, o faraó Amenófis IV, no Novo Império, realizou uma reforma religiosa implantando:
a) o monoteísmo.
b) o antropozooformismo.
c) o politeísmo.
d) o culto a Zaratrusta.
e) o culto a Jeová.

12) Na história dos hebreus, corresponde à saída dos hebreus do Cativeiro no Egito, conduzidos por Moisés à Terra Prometida:
a) Cisma.
b) Diáspora.
c) Êxodo.
d) Cativeiro na Babilônia.
e) Formação de Israel.

13) Relaciona-se aos fenícios na Antiguidade, EXCETO:
a) o comércio como principal atividade econômica.
b) a invenção do alfabeto fonético.
c) a organização política em cidades-Estado.
d) o estabelecimento de colônias no Mediterrâneo.
e) o dualismo religioso, baseado no culto aos deuses Ahriman e Aura Mazda.

14) Dario I da Pérsia, dividiu seu vasto império em províncias administrativas chamadas ______________, sendo cada uma delas governada por um ________________, que era vigiado pelos _____________.
Completam a frase acima:
a) Tribos - patriarcas - mercenários.
b) satrapias - sátrapa - "olhos e ouvidos do rei".
c) marcas e condados - marqueses e duques - missi dominici.
d) imperiais e senatoriais - pretores - censores.
e) cidades-Estado - patesi - monarcas.

15) O Crescente Fértil, expressão que identifica uma área da civilização antiga, refere-se às seguintes civilizações:
a) China, Índia e Japão
b) Grécia, Roma e Egito
c) Irã, Palestina e Mesopotâmia
d) Fenícia, Cartago e Roma

16)(UECE) "- Se um arquiteto constrói uma casa para alguém, porém não a faz sólida, resultando daí que a casa venha a ruir e matar o proprietário, este arquiteto é passível de morte.
- Se, ao desmoronar, ela mata o filho do proprietário, matar-se-á o filho deste arquiteto."
O preceito legal anterior pertence ao seguinte Código:
a) Corpus Juris Civilis
b) Código de Hamurabi
c) Código de Direito Canônico
d) Código Napoleônico.

17) Filho de Davi, foi um déspota, sábio e bom administrador. Viveu no luxo e no esplendor. Escreveu livros, protegeu as artes. Desenvolveu o comércio:
a) Moisés
b) Isaac
c) Salomão
d) Jacó
e) Josué

18)(UECE) Considerando a arte egípcia e grega, na Antiguidade  especialmente a escultura, podemos afirmar corretamente:
a) O Mediterrâneo, situado entre a Europa e a Ásia, impediu qualquer influência artística entre essas sociedades.
b) a escultura egípcia configurava uma visão idealizada do homem.
c) Os egípcios, assim como os gregos, rejeitaram associar a arte às concepções religiosas e ao poder.
d) os egípcios foram professores dos gregos na arte da escultura, fornecendo-lhes a inspiração e, mais importante, a técnica.

19)(UFRS) O soberano dividiu o seu império em províncias, chamadas satrapias, sendo a terra considerada como propriedade real e trabalhada pelas comunidades.
Estas características identificam o
a) império dos persas durante o reinado de Dario.
b) império babilônico durante o governo de Hamurabi.
c) antigo império egípcio durante a dinastia de Quéops.
d) reino de Israel sob o comando de Davi.
e) estado espartano durante a vigência das leis de Dracon.

20)(UFRS) Em relação aos povos da Antigüidade, é correto afirmar que
a) os assírios foram submetidos por Nabucodonosor, originando o episódio conhecido como o Cativeiro da Babilônia.
b) os fenícios foram os criadores do alfabeto, posteriormente aperfeiçoado pelos gregos e latinos.
c) os hebreus criaram um quadro religioso caracterizado pelo politeísmo e a mumificação.
d) os egípcios estabeleceram, em 300 a.C., o importante Código de Hamurabi, um dos primeiros códigos jurídicos escritos.
e) os persas, após derrotarem as tropas de Alexandre, conseguiram anexar o território grego ao seu império.

21)(UFRS) Relacione a coluna II, que apresenta afirmações relativas a povos da Antigüidade, com a coluna I, que identifica os mesmos.
COLUNA I
( 1 ) Fenícios
( 2 ) Hebreus
( 3 ) Babilônios
( 4 ) Egípcios
( 5 ) Persas
COLUNA II
( ) Os sinais de sua escrita sagrada são conhecidas como hieróglifos.
( ) Buscavam e levavam mercadorias por toda a bacia do Mediterrâneo.
( ) Seu império era controlado pelo sistema de satrapias.
( ) Os invasores de seu território provocaram a diáspora.
( ) Hamurábi unificou o império, desde a Assíria até a Caldéia.
A sequência numérica correta, de cima para baixo, na coluna II, é:
a) 1 - 2 - 5 - 4 - 3
b) 1 - 4 - 3 - 2 - 5
c) 4 - 1 - 5 - 2 - 3
d) 4 - 2 - 5 - 1 - 3
e) 5 - 1 - 3 - 4 - 2

22)(UFG) As culturas antigas encontraram no mito uma forma de compreensão do mundo. O mito possui um caráter paradoxal: fornece uma primeira explicação para a realidade e para a existência (unifica, dinamiza, dá sentindo), porém torna-se com facilidade fonte de desvios e acomodações que possibilitam a manipulação.
Compare os sistemas mitológicos egípcios e grego, relacionando-os ás características políticas de cada uma dessas sociedades.

23)(FUVEST) Qual foi a principal atividade econômica desenvolvida pelos fenícios e cretenses na Antiguidade  Indique duas justificativas.

24)(UFC) A construção de obras hidráulicas no Mundo Mesopotâmico foi uma necessidade, que teve como objetivo tornar produtivo os solos áridos para a prática da agricultura. As mesmas condições nas diversas sociedades do Antigo Oriente Próximo deram origem ao conceito de "Impérios Teocráticos de Regadio".
Explique o conceito acima citado.

25)(VUNESP) Alguns povos da Antiguidade foram mercadores que viveram do comércio marítimo. Cite três Cidades-Estado fenícias e indique a principal contribuição que os fenícios legaram às civilizações
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segunda-feira, 4 de março de 2013

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Clio21: Gabarito - Bloco de Exercícios sobre Era Vargas - parte I

Clio21: Bloco de Exercícios sobre Era Vargas - parte I: REVOLUÇÃO DE 1930/GOVERNO VARGAS PROVISÓRIO(1930-1934) 01) Leia esta mensagem de Santos Dumont aos paulistas: "São Paulo, ...
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domingo, 18 de novembro de 2012

Segunda Guerra Mundial chegou ao Brasil!


A Guerra vem ao Brasil.

A Guerra vem ao Brasil: Memórias de Ex-combantes – Ilhéus (1939 -1945).Claudney Silva dos Santos - cap.02. - UESC. 2008.

Os grandes conflitos 1914-1918 e 1939-1945 marcaram o inicio do século XX. Este século para Hobsbawm como foi à era dos extremos, onde: “A democracia só se salvou porque, para enfrentá-lo, houve uma aliança temporária e bizarra entre capitalismo e comunismo” (HOBSBAWM, 1995.). Neste contexto o universo político-ideológico, no Brasil, à época da Guerra de 1939, estava sob influências das doutrinas autoritárias:

“Enquanto a economia balançava as instituições da democracia liberal praticamente desapareceu entre 1917 e 1942; restaram apenas uma borda da Europa e partes da América do Norte e da Austrália, enquanto isso avançava o fascismo e seu corolário de movimentos e regimes autoritários” (HOBSBAWM, 1995).

             A Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) foi então o ápice de um processo histórico complexo, onde as disputas imperialistas mal resolvidas na “Primeira Guerra”; a crise do capitalismo e a consolidação do socialismo na Rússia fizeram tremer todas as potências do planeta, tornando este fenômeno numa guerra de proporções globais. Os efeitos deste conflito bélico fizeram-se presentes nos acordos políticos internacionais, afetando diversos paises, entre estes o Brasil, único pais da América do Sul a enviar um  contingente ao front e cuja participação no acontecimento envolveu projetos político-econômico-militares que mobilizaram todo o território costeiro, ainda no período beligerante.
Oficialmente o Estado Novo fundamentou-se nas agressões aos navios brasileiros, (mercantes e de guerra), em águas nacionais para declarar guerra aos países do Eixo, devido à pressão feita pela mobilização popular. Esta media ampliou a política centralizadora do Estado Novo, fortalecendo o sistema administrativo de intervenções, não apenas no âmbito estadual como nos governos municipais. Desta maneira, todas as cidades brasileiras estiveram sob a rígida supervisão do exercito e nesta conjuntura a cidade de Ilhéus entrou no mapa das regiões estratégicas de defesa do litoral o que lhe permitiu ser sede do 3º Batalhão de Vigilância do Estado da Bahia.
No Estado da Bahia, até 1941, os acontecimentos limitavam-se aos letrados, pois o predomínio absoluto da sociedade rural sobre a urbana era de 88% e o elevado número de analfabetos (92%) limitava o interesse sobre o assunto. Assim eram os “estrategistas de esquina” [1] quem difundiam o assunto estampado nos jornais (SAMPAIO, 1993: 86).
Não foi somente o afundamento dos navios brasileiros o fator responsável pelo fim da política de “eqüidistância pragmática” [2] adotada por Vargas (MOURA, 1993: 28). É de grande importância compreender que os Estados Unidos exerciam fortes imposições, sobre as nações latinas, fator que adquire relevância para compreender sua influência sobre as decisões do governo Vargas: pressionado internamente e externamente.
O Estado Novo, segundo Maria Aparecida de Aquino, estava pressionado a participar da guerra, uma vez que os Estados Unidos tinham planos de utilizar o norte e nordeste do nosso território. Esta obstinação do governo norte-americano seria, segundo a autora, efetuada de qualquer maneira.
            O Exercito Brasileiro, em sua lógica própria, estava ao lado das ideologias militar alemã (Eurico Gaspar Dutra – ministro da Guerra – e o General Góis Monteiro), em contraponto estava o ministro das relações exteriores Oswaldo Aranha era a favor dos Aliados (em especial aos Estados Unidos). Este quadro é interessante, pois é parte fundamental compreendermos como o Estado Novo, foi atingido por esta avalanche de interesses internacionais. Neste tocante o próprio governo estava ideologicamente fragmentado. 
            Mesmo com uma política inspirada nas ideologias fascistas, foi o interesse pela posição estratégica do Brasil, tanto economicamente (em relação à geopolítica na América do Sul), quanto militarmente (no que tange a localização no Atlântico Sul), que levou o Brasil a ser alvo de uma pretensa participação efetiva no conflito. Esta situação é importante para a compreensão dos motivos que levou o governo a mobilizar pessoas de diferentes lugares, credos, ideologias na organização da FEB.

“Ao que tudo indica, as preocupações norte-americanas em relação ao Brasil (e, de maneira geral, no que diz respeito à América Latina) se encerram em janeiro de 1942, quando ocorreu, no Rio de Janeiro, uma Conferência que reunia chanceleres de 21 repúblicas Americanas. Era uma reação ao ataque efetuado em dezembro de 1941, pelo Japão aos Estados Unidos e que motivara a sua entrada na guerra […] Recomendou a mobilização econômica em escala possível, de maneira a garantir um fornecimento adequado de matérias-primas básicas de estratégicas para as necessidades civis e militares […] Foram os seguintes países participantes da Conferência do Rio de Janeiro: Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Honduras, El Salvador, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Panamá, Venezuela, Equador, Guatemala, México, Estados Unidos, Peru, Haiti, Nicarágua e Brasil.” (AQUINO. In: COGGIOLA, 1995: 181-2)  

            Toda a América Latina estava envolvida com os esforços de guerra, após Pearl Habor. O abastecimento de matéria-prima começou a afluir para as indústrias bélicas norte americano: cobre do México, Peru e Chile; cristais de rocha, mica e manganês do Brasil; borracha do Brasil e América Central; petróleo da Venezuela, México e Venezuela; caóba do Brasil e América Central; antimônio e tungstênio do México e Bolívia.
 A Bahia, com os afundamentos dos navios em sua costa foi um dos estados da federação que participava mais ativamente levantando o estandarte da participação do Brasil na guerra.
Consuelo Novais Sampaio, em seu artigo: A Bahia na Segunda Guerra Mundial faz uma importante observação da participação estudantil, em Salvador, a favor da entrada no Brasil na guerra ao lado dos Aliados. Estes estudantes, segundo a autora, tinham orientações comunistas – sob a clandestinidade imposta pela ditadura Vargas – este movimento contra o fascismo e nazismo redeu frutos como: a Comissão Central Estudantil pela Defesa Nacional e Pró-Aliados, da Faculdade de Direito de Salvador, em 2 de maio de 1942. As manifestações espalharam-se da capital baiana para interior da Bahia, onde comissões de estudantes levantavam a lema de defesa a democracia e de repúdio aos regimes totalitários e à “Quinta-Colunistas” [3]

“As manifestações não se restringiram à Capital. Em Grupos – as famosas ‘embaixadas’ – os estudantes já haviam percorrido várias cidades do interior, promovendo palestras e conclamando o povo a unir-se contra o inimigo comum. Em Vitória da conquista, por exemplo, fizeram ‘um imponente’ comício, marcado por ‘intensa vibração popular’. À noite, no cine local, organizaram a hora da arte, na qual se fez o elogio à democracia e condenou o nazi-fascismo. Mobilização semelhante teve lugar nas cidades de Itabuna e Ilhéus, liderada pela ‘Embaixada Landulfo Alves’ [...]” (SAMPAIO, 1995: 90.)

                No Estado da Bahia, maior litoral do Brasil, o sentimento de indignação aumentou após o torpedeamento de cincos navios. O Itagibá e o Arara, ao sul do Morro de São Paulo, o Baependi, Araraguaquará e o Aníbal Benévolo, na foz do rio Real.

(Figura 01 - Diária da Tarde, nº 4396, 18/08/1942)

O Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP – divulgou 550 mortos. Nem mesmo o governo, através de seus dispositivos de censura não pode esconder os fatos: navios sendo torpedeados, pessoas morrendo e os destroços desta carnificina chegando às praias. Como aponta Luis Henrique Dias Tavares, o governo até 1942 parecia estar em apoio ao Eixo:
“sob a rigorosa censura do Departamento de Impressa e Propaganda (DIP), jornais, revistas e jornais cinematográficos informavam a guerra na Europa manipulando as notícias para sugerir sucesso da Alemanha e da Itália e derrotas dos países de formação democrática. Essa prática se acentuou após a invasão da União Soviética pelo exercito da Alemanha nazista”. (TAVARES, 2001).

Este quadro de manipulação das noticias não resistiria às pressões populares e as pressões externas imposta pelos Estados Unidos da América. A 18 de agosto de 1942 o governo ditatorial não conseguiu esconder os torpedeamentos aos cinco navios supracitados. O DIP os noticiou quando dezenas de cadáveres, feridos e destroços chegaram às praias. Tornava-se visível às contradições do Governo Federal.
            Tornar-se de suma importância perceber que antes da guerra a Alemanha tentou superar os Estados Unidos e a Inglaterra no comércio com o Brasil (1934 – 1936). Segundo Luis Henrique Dias Tavares “grandes compra de café foram pagas pela Alemanha com o fornecimento de material bélico” (TAVARES, 2001). O flerte com as ideologias autoritárias foi marcante durante todo o Estado Novo, porém com o inicio da guerra o Brasil entrou no “jogo estratégico” das grandes potencias. Tanto para aliados quanto para os países do Eixo o Brasil era uma fonte de suprimentos logísticos indispensável nas estratégias beligerantes e em especial para os EUA, o Brasil representava um ponto estratégico no Atlântico Sul.
O litoral nordestino apresentava-se como a “esquina do mundo” [4] importante encruzilhada de rotas mundiais.
            Desta forma, foi concebida a importância de militarizar o Nordeste Brasileiro e impor Interventores mais rígidos e “fieis as causas militares” [5] (CARVALHO, 2005), neste processo o Exército estava saindo de uma fase conturbada em sua instituição e entrando em cena como ator político decisivo nas decisões da pátria. Desta maneira a militarização do Nordeste ganhou o aval do povo, devido à comoção pelos acontecidos. Um fato marcante tanto na capital quanto no interior.

“Os ânimos haviam-se exacerbado. Quando a noticia dos afundamentos chegou a Cachoeira de São Felix, houve violenta manifestação antinazista com a invasão e depredação do Clube Alemão local. Em Ilhéus, a indignação foi maior, pois o Aníbal Benévolo fazia a linha Ilhéus-Salvador-Aracaju. Foram presos 35 ‘súditos do Eixo’ e integralistas. O comercio fechou suas portas. ‘ouviram-se brados de guerra aos totalitários, a quinta colunas e a integralista’. Vários oradores como Demóstenes Berbert de Castro, Heitor Dias e Mario Alves, dirigiram-se ao povo exaltado, conclamando-o à luta…” (SAMPAIO, 1995, p 93).

Figura 02 - Imagem do Cargueiro Aníbal Benévolo[6]

                Em Ilhéus a notícia do afundamento do cargueiro a vapor, Aníbal Benévolo, no dia 16 de agosto de 1942, simbolizou um prejuízo de CR$ 1.707.962,20, em mercadorias, e um saldo de 36 vitimas (10 tripulantes e 26 passageiros). Este afundamento influenciou o imaginário da população a respeito da vulnerabilidade da principal cidade da região cacaueira, área de convergência entre as demais cidades monocultoras, na época, por causa do escoamento da produção, que embarcava no Porto da Baia do Pontal, em direção ao Porto de Salvador, de onde era exportada para outros países, situação que foi alterada a partir da “primeira exportação direta para o exterior, efetuada por navios estrangeiros, que aconteceu em 1926, pelo cargueiro Falco da Suécia, de 3.000 toneladas”, (SILVA CAMPOS, 1981: 396).
            A atividade portuária movimentava centenas de trabalhadores e suas famílias (arrumadores, estivadores, portuários, comerciantes, carroceiros...). Estas pessoas tiveram seu cotidiano alterado devido à suspensão de desembarques no Porto de Ilhéus. Enquanto isso o escoamento da produção agrícola era incerta, o que causava tensão entre as elites regionais.
“A crise resultante da suspensão de vapores [...] Segundo consta os estoques de farinha de trigo, existente na praça estão se esgotando rapidamente é de duvidar que dentro de poucos dias, caso não haja transporte, a cidade fique sem pão. [...] Assucar racionado! Um dos gêneros de primeira necessidade a sofrer mais rigoroso é o assucar. Há dias vários armazéns e tavernas da cidade puzeram em prática o sistema de vender 250g a cada pessoa [...] Outro produto que esta escasseando é o xarque, pois os suprimentos vão diminuindo assustadoramente em todo o comercio. [...] Querozene... só 500 réis. Litros, garrafas ou meia garrafa de querozene  foi um dia... Agora quem quizer adquirir seu gás para iluminação já sabe: é 500 reis, no duro.” (Diário da Tarde, nº 4321, 24/08/1942)

(Figura 03 - Diário da Tarde, 18/07/1942, p.3)

                De acordo com os acontecimentos, o governo federal, já pressionado por forças internas (manifestações populares) e externas (exigências dos EUA), foi publicado no dia 08 de outubro de 1942, o Decreto n° 4795, ratificada pelo Boletim da 6ª Região Militar, nº 231 de 14 de outubro de 1942 a criação da tática e emprego do I, II e III Batalhão de Vigilância do Litoral. Subordinados ao 18° Regimento de Infantaria, com sede em Salvador.
            Segundo Ivo Lourenço, foi devido ao Estado de Guerra[7] e a necessidade de proteger o litoral sul da Bahia, seguindo as orientações do Estado Maior do Exercito, os batalhões deveriam ser formados, receber seus matérias e equipamentos básicos e se deslocar para suas áreas. O III Batalhão de Vigilância teve sua sede na cidade de Ilhéus e seu contingente foi convocado entre os residentes na região.
            As fragilidades do Exército, enquanto uma instituição coesa tinha acabado, emergido como ator político no golpe de 1930. Segundo José Murilo de Carvalho: “ao chegar ao governo em 1930, no vácuo deixado aberto pela crise oligárquica, Vargas incentivou a transformação das Forças Armadas em ator político” (CARVALHO, 2005: 102). O Exército estava recém saído de uma fissura: Os Movimentos Tenentistas! Assim a cooptação de ideais tenentistas foi decisiva para o nascimento de uma força armada com idéias de protetores da pátria.  
Sob a inspiração de salvadores da pátria que o Exército entrou em cena, ao lado do líder civil, Getúlio Dorneles Vargas em 1930. E, em 1932, na Revolta Constitucionalista, em São Paulo o Exército pode mostrar força e coesão para sufocar as ações divergentes dentro da instituição. Era Vargas e os militares contra o corolário de antigos coronéis.
As Forças Armadas organizaram-se como instituição como uma força centrifuga, cuja centralização e hierarquização eram a palavra de ordem do momento. Em ilhéus a movimentação política também era intensa; a centralização do poder e demonstração de força do Exército também marcaram a política municipal de ilhéus.
O Prefeito de Ilhéus: Durval Olivieri. (genro do Cel. Pessoa), foi deposto pelo Tenente José Anselmo que assumiu como Interventor, ‘foi manobrado por políticos locais’ (...). Comandando o Tiro de Guerra 500, tomou conta da cidade, prendendo até Mario Pessoa e Durval Olivieri, agindo nesta prisão com Josué e José de Abreu, primos de Mario. Mário Pessoa era partidário de Júlio Prestes! (…). A perseguição aos coronéis da região, chefes políticos como: Henrique Alves, Basílio, Badaró, foi intensa a partir dos anos de 1930”. (SÁ BARRETO, 1988: 43.).

Nos anos subjacentes, em especial de 1937-1945, o Exercito alcançou sua maior afinidade como ator político, saindo dos bastidores, deixando a alcunha de “guarda pretoriana”, que servia apenas para proteger o poder de líderes, muitas vezes alheios aos interesses militares, segundo José Murilo de Carvalho. O Estado Novo possibilitou expurgação da política nos quartéis, além do emprego das praças como restauradores da ordem que iria levar o Brasil ao progresso.
            Em 1937, Oliveira Viana, ministro da justiça do governo Vargas durante o Estado Novo, justifica a necessidade de um Estado forte para compensar a fragilidade da burguesia brasileira. Neste contexto o Estado trazia o povo para a política (CAPELATO, 2003), e neste contexto, pela primeira vez na história do Brasil a população estava envolvida por assuntos dantes exclusivos dos bem nascidos. Esta participação era no sentido de expectadores, segundo Maria Helena Capelato (in: FERREIRA, e DELGADO, 2003).
Capelato aponta que o Estado Novo foi fruto de um golpe apoiado por militares e pelas forças conservadoras da sociedade. Não foi originado de uma mobilização popular e pelo contrário, foi um processo de cooptação de lideres sindical, a supressão dos direitos individuais e da centralização total do poder nas mãos do presidente, como o grande pai da nação, inaugurando a política de massas, onde o povo entrava em cena sob rígido controle do Estado, o que justifica a denominação deste período ditatorial como Novo.  
            Com inspirações nazi-fascistas, a Voz do Brasil, programa de rádio transmitido, às dezenove horas, levava o presidente para dentro das casas, para as ruas… E o Exercito também cooptado pelo sistema, era símbolo de patriotismo: era o pleno serviço de amor a pátria.
“O Governo procurava ampliar a base de apoio através da propaganda política, arma muito importante num regime que se volta para as massas. É preciso lembrar que o regime nazista transformou-a num dos pilares do poder. O ministro Joseph Goebbels criou uma máquina de propaganda que serviu de modelo para vários governos em busca das massas como base de sustentação de suas políticas” (CAPELATO, 2003: 123).

            Conseguinte para iniciar uma analise sobre a integração da população, contexto da Segunda Guerra é interessante visitar os textos do historiador militar John Keegan, 1995,  onde apresenta que as guerras, dependem muito de uma construção cultural e imaginária, que permeiam o cotidiano do soldado, verificando-se que o motivo que eleva sua capacidade combativa, ultrapassa a necessidade pecuniária, e suas razões não podem ser comparadas a dos chefes de Estado. Desta maneira o governo brasileiro por meio de seu controle dos meios de comunicação fez difundir o ideário de invasão e necessidade de defender a pátria agredida, discurso que se tornou uma política de risco, pois passou a ser repetido por intelectuais que viam aí uma possibilidade de protestar e criticar o próprio Estado Novo, como sugere Consuelo Novais Sampaio.
Desta maneira o regime ditatorial já contava com um número considerável de opositores quando em vinte dois de agosto de 1942, o Estado Novo declarou guerra à Alemanha e Itália. O Brasil estava envolvido em um complexo jogo de interesses e a decisão oficial da entrada do Brasil na Guerra foi o afundamento do navio cargueiro Baependi aos quinze dias do mês de agosto de 1942. Começava então a saga de lavradores, comerciantes, confeiteiros, alfaiates… enfim jovens rapazes que compuseram a Força Expedicionária do Brasil, na Segunda Guerra Mundial.


[1] Indivíduos que mostravam estar a par dos acontecimentos que abalavam a Europa. Não eram a favor dos Aliados, nem tão pouco dos países do Eixo. Apoiavam a neutralidade assumida pelo governo brasileiro.
[2] Condição permanente de explorar as oportunidades criadas pela competição entre Alemanha e os Estados Unidos da América.
[3] A expressão originou-se na Guerra Civil Espanhola (1936), servindo para designar os anti-republicanos que vivia em Madri, simpatizantes das quatro colunas franqueadas que marchavam sobre a cidade. Em Ilhéus este termo designava simpatizantes do Partido Integralista (extinto por Vargas) e que era no contexto da guerra os “anti-republicanos” do Brasil.
[4] Posição estratégica do litoral no Atlântico Sul, desde o Brasil Colônia (Mascarenhas de Morais, 1984)
[5] Não podemos afirmar fieis a Vargas, pois os militares seguiam uma lógica própria de estruturação de sua instituição, que no momento estava sendo beneficiada com o Estado Novo
[7] Estado de Guerra: trata-se das articulações sócio-políticos e militar, visando a mobilização de todos os setores da sociedade em apoio as manobras de guerra. São ações psicológicas que visam nortear todos os seguimentos sociais em função da guerra, visando a legitimidade às operações que for desencadeadas para garantir a soberania da nação. 
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